ITÁLIA

 

 

 

ALGUMAS REGIÕES DA ITALIA

CALÁBRIA


A Calabria, ninho de antigas civilizações foi o lugar que deu o nome a toda península sendo que antigamente era chamada Itália somente a Calabria para honrar seu rei: Italo.

Situada no meio do Mar Mediterrâneo esta região estende-se ao sul da Basilicata e fica entre o Mar Jónico e o Mar Tirreno como uma pequena península.

Uma terra onde convivem mar e montanha, oferecendo ao turista oportunidade de visitar lugares verdadeiramente únicos e imersos em uma cultura milenar.

O sistema montanhoso da Calabria faz parte dos Appenninos e divide-se em três partes principais tombadas com três parques nacionais: Pollino, Sila e Aspromonte.

A principal planície é a de Sibari que abre-se na baía de Taranto, entre cabo Spulico e o cabo Trionfo. Outras planínicies encontra-se ao redor de Crotone e de Santa Eufemia e de Rosarno.

No interior da Calabria estão espalhadas muitas aldeias, normalmente situadas nos cumes das colinas e rodados para as típicos cultivos mediterrâneos.

A orla da península conta com aproximadamente 800km: onde metade é banhado pelo Mar Tirreno e a outra metade pelo Mar Jonico.

São inúmeros ao largo de todo litoral da Calabria balneários de praias extensas, muitas delas incontaminadas e que são preferidas de todos aqueles que desejam encontrar mar limpo e natureza intacta.

Os rios da Calabria são quase todos torrenciais. São típicos da região os "Fiumare", riachos secos durante a maior parte do ano e que tornam-se impetuosos na estação das chuvas; ideais para os amantes das experiência emocionantes do rafting. Os rios mais importantes são o Crati e Neto que deságuam no Mar Tirreno.

No interior da Sila existem quatro grandes lagos: o Cecita, o Argo, o Ampollino e o Passante.
O território da Calabria oferece na costa um clima quente entre junho e setembro e frio entre novembro e março.
No interior da península os invernos apresentam-se rígidos e são caracterizados também por a presença quase constante da neve.

No lado artístico e arqueológicos são inúmeras as provas espalhadas no território da região que vão desde a pré-história até a grandiosa epopéia da Magna Grécia. Além disso são muitas as culturas que conquistaram, invadiram, habitaram e marcaram profundamente esta terra tais como os Romanos os Normandos, os Suévos, os Angevinos, os Aragoneses e, finalmente, os Borbones. Trata-se de fazes históricas que deixaram vestígios, começando pela estrutura urbana.

O patrimônio artístico é muito rico com palácios, igrejas, castelos, zonas arqueológicas e obras de arte consideráveis como os Bronzes de Riace, as telas de Mattia Preti e o monumento Bizantino mais famoso da região, a encantadora Cattolica de Stilo.
O patrimônio artístico da região entrelaça-se com um produção artesanal que abrange escultura de madeira, cerâmica, manufatora de ouro, de ferro forjado e pedra.

Enfim não podemos esquecer que a Calabria é tradição e folclore; aqui pode se encontrar um catolicismo misturado com recordações de mundo clássico, pagão e da Idade Média e que repete-se desde muitos séculos e sempre apresentam uma enorme participação popular.

São muitas as festas populares com produtos típicos como os cogumelos, as castanhas e colheita da uva.
Enfim vale a pena recordar os pratos típicos genuíno e de grande originalidade, fruto de uma mistura de tradições diferentes que incluem aquelas das comunidades gregas e albanesas que até hoje vivem nesta região mantendo vivos o idioma e os hábitos.

 

 

Dados Geográficos

 

Habitantes

936.256

Densidade Demográfica

68 hab./km²

Taxa de Natalidade

10.594

Taxa de Mortalidade

8.249

Expectativa de Vida

homens: 72,8 anos; mulheres: 80,7 anos

Distribuição do Trabalho

indústria: 106.000; agricultura: 37.000; outros: 260.000

População economicamente inativa

52.000

 

Posição Geográfica: é a região mais setentrional da Itália e se estende sobre a parte sul do arco alpino. Faz fronteira com a Suíça (NO), com a Áustria (N) e é vizinha das regiões italianas da Lombardia (SO) e do Vêneto (L e SE). Conhecida até o término da II Guerra Mundial com o nome de "Venezia Tridentina", constitui-se, a partir de 1948, em uma região autônoma sob estatuto especial. O seu nome deriva do território ligado historicamente à antiga cidade de Trento, o Trentino, e do Alto Adige, nome que passou a ser utilizado depois da I Guerra Mundial em substituição da palavra alemã di Südtirol (Tirolo Meridionale).
O Trentino Alto Adige abriga somente 1,5% da população italiana, sobre uma área equivalente à 4,5% do território nacional. A sua densidade demográfica é a mais baixa das regiões italianas, depois do Valle d'Aosta.

 

Ambiente Natural:Do ponto de vista morfológico, o Trentino Alto Adige compreende a sessão alpina da bacia do Adige, toda a bacia de Sarca e as bacias superiores do Chiese e do Brenta.
O território é essencialmente montanhoso: o setor setentrional se alonga do conjunto dell'Ortles, com 3899 metros, em direção aos Alpes Venoste, Breonie e Aurine até os Vedrette di Ries (3435 m). Imediatamente ao sul, entre o Vale de Merano e o Estreito de Rolle, se estende uma plataforma, caracterizando-se uma formação de relevo melhor e mais suave em relação à aspereza do norte.
Excluindo-se o conjunto dos Monzoni e os maciços de Andamello-Presanella e de Cima d'Asta, toda a parte sul da região é composta por formações rochosas dos períodos Mesozóico e Cenozóico.
O rio mais importante da região é o Ádige, que nasce nas proximidades do Estreito de Resia, percorre a Val Venota até o Merano, tocando em seguida o Bolzano. Depois atravessa o Trento e flui pela Val Lagarina.

Pelas diversas orientações dos vales e as diferenças de altitude e de exposição, a região é caracterizada por condições climáticas bastante diversas. Na zona do lago de Guarda e em alguns vales mais protegidos, como o de Merano, observam-se regimes térmicos submediterrâneos, enquanto que nas zonas mais elevadas as condições térmicas são aquelas típicas da média e alta montanha, com invernos frios e nevosos, estações frescas e ventiladas e fortes variações térmicas diárias. As precipitações variam muito de zona a zona e são mais abundantes sobre relevos mais elevados dos setores sul e sub-ocidental, mais expostos aos fluxos dos ventos úmidos.
O Trentino Alto Adige é, depois da Liguria, a região mais boscosa da Itália. Os bosques se estendem sobre uma superfície de 604.000 hectares, o que eqüivale a 44% da superfície territorial. As espécies mais abundantes são os carvalhos e os
castanheiros.
Caracterizam a fauna da região camurças, corças, veados, cervos e cabritos monteses. Estes últimos são encontrados sobretudo no Parque Nacional do Stelvio, o mais vasto dos parques nacionais italianos com 137.000 hectares, equiparável somente ao da Lombardia.

 

                                                                                                       

 

 

GASTRONOMIA

 

A boa mesa de Tognazzi - Vou contar um fato curioso. Há cerca de vinte anos atrás eu tinha um restaurante em Ipanema, muito movimentado. Certa noite oito clientes vieram provenientes de um hotel cinco estrelas da zona sul do Rio. Acomodei-os na única mesa disponível, que era de quatro lugares, portanto muito apertada. Mas isso não chegou a perturbar o bom astral dos comensais, pelo contrário, acharam isso muito divertido. Na hora de fazer o pedido, um simpático senhor me deixou bem a vontade para que eu escolhesse o menu. Isso facilitou bastante o desenrolar do jantar, aliviando meu constrangimento diante da tão inadequada acomodação.

Conversei bastante com esse senhor, trocando idéias e receitas. Pois bem, gostaram tanto que voltaram no dia seguinte. Já numa mesa mais cômoda continuamos nossa conversa sobre culinária. Só dois dias depois soube, através de jornais e observando uma foto noticiando a partida desse senhor, que se tratava do grande ator e gourmet Ugo Tognazzi. Eu não o havia reconhecido porque fazia muitos anos que não tinha contato com o cinema italiano.
Isso reforça mais ainda a personalidade amável e espontânea de um personagem tão importante. Ugo Tognazzi nasceu em Cremona, na Lombardia. Já na adolescência trabalhava numa fábrica de embutidos. Depois do expediente recitava em teatros operários debutando em Teatro de Revista imitando cômicos da época, chegando a ser, nos anos 50, o mais importante protagonista. Na televisão, junto com Raimondo Vianello, ficou cinco anos em divertido programa criando um novo estilo de comédia italiana, chegando a contracenar até com o grande Totò. Muitos foram os filmes que ele interpretou, dos quais destaco "La Cambiale" e "Il Federale". Enfim, chegou a ser um dos mais completos atores italianos. Guardo lembranças de algumas receitas que me deu:

 

Receita para quatro pessoas

Risotto Ortomare Lombardo

Ingredientes
400gr de arroz italiano - 2 xícaras de abóbora cortadas em cubo - 1 talo de aipo picado - 4 aspargos frescos cortados em pedaços de 2cm - 1 xícara de ervilhas frescas - 1 cebola picada u 1 alho porró cortado em rodelas - 1 abobrinha cortada em cubos - 1 xícara de vagem fresca cortada em pedaços de 2cm - 2 tomates sem pele e sem sementes, cortados em cubos - 500 gramas de camarão sem casca (reservar a cabeça e a casca do camarão) - 1 taça de vinho branco seco - 1 pitada de açafrão - 4 colheres de manteiga - 1 xícara de azeite extra-virgem - sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo

Fazer um caldo fervendo com as cascas e as cabeças dos camarões, contendo aproximadamente 1 litro de água, 1 cebola, ½ molho de salsa e 1 talo de aipo. Cozinhar durante 20 minutos. Jogar fora os ingredientes e reservar o caldo. Colocar numa panela o azeite, 1 colher de manteiga, a cebola e o alho porró. Quando a cebola começar a dourar, coloque os camarões. Deixar cozinhar por 3 minutos, temperar com sal e pimenta, colocar o vinho branco e deixar o álcool do vinho evaporar. Retirar os camarões e reservá-los. Colocar o arroz e em seguida os legumes, cozinhar por 2 minutos, colocando aos poucos o caldo dos camarões. Mexer sempre e com muito cuidado, com uma colher de pau. Quando estiver faltando cerca de 5 minutos para o risotto ficar pronto, recoloque os camarões e o açafrão. Finalize o risotto com o restante da manteiga e sirva-o, após descansá-lo por alguns minutos.

 Vinhos

Para o risotto aconselho um vinho Rosé seco ou um vinho branco forte Chardonet ou Pinot Grigio. Para o Maccherone dell'Artista aconselho um vinho tinto vigoroso e encorpado, como por exemplo o Montepulciano d'Abruzzo, Amarone ou Barbaresco, mas se esse prato for preparado em dias quentes de verão, poderá ser degustado com um Barbera Vivace, que é um vinho tinto mais leve e suavemente gasoso, porém com grande presença.

CIAO AMICI E BUON APPETITTO!!!

 

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